Ignez Mariz, nome literário de Maria Ignez Marques Mariz, nasceu em Sousa (onde hoje é nome de rua) há 120 anos, portanto, em 26 de dezembro de 1905, e morreu no Rio de Janeiro em 1952. Era filha do médico e político Antônio Marques da Silva Mariz e de Maria Emília Marques Mariz (avós paternos do futuro governador da Paraíba Antônio Marques da Silva Mariz).
Estudou o primário em Sousa e fez o curso de pedagogia no Colégio Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa. Aos dezoito anos, ela começou a colaborar em jornais e revistas, inclusive títulos de circulação nacional, e manteve produção ligada a crônicas e reportagens de variedade.
O trânsito entre o Sertão e os centros editoriais do país ajuda a entender uma marca de Ignez. Ela falava do interior como parte de sua existência, com atenção a costumes, vozes e tensões, mas também com consciência de que havia um Brasil urbano lendo e julgando o Sertão.
Em 1937, publicou o romance A Barragem, lançado pela José Olympio no Rio de Janeiro, tomando como referência a construção da barragem de São Gonçalo, na região de Sousa. Em 1939, venceu o prêmio do Círculo Brasileiro de Educação Sexual (CBES) para o melhor livro de educação sexual. Em 1940, publicou o livro “Educação sexual: a que leva a curiosidade infantil insatisfeita”.
Em 1951, mudou-se para o Rio de Janeiro, passando a colaborar com vários jornais e revistas, especialmente “Revista da Semana” e “Eu sei tudo”. Publicou um livro de contos chamado Ruma” e deixou um romance inacabado, intitulado “Tresloucado Gesto”.
Em sua homenagem, o governo do Estado patrocinou recentemente a obra “Ignez Mariz – 120 anos de uma voz represada”, como parte das homenagens da 5ª FliRede (Festa Literária da Rede Estadual), base das informações que constam deste texto, ao lado das que colhi da Biblioteca Nacional, do Repositório Institucional da UFPB e do Paraíba Criativa.