terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A requalificação do prédio mais conhecido como do antigo Pio XII

28, janeiro, 2026

Sérgio Botelho* – São elevadas as possibilidades de que o belo prédio, mais conhecido como do antigo Pio XII, venha a se transformar em um hotel no Centro Histórico de João Pessoa.

Sendo parte do conjunto franciscano, a construção, antes de ser ocupada pelo Arquidiocesano Pio XII, serviu de acomodação para o primeiro bispo da Paraíba, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques.

Quando ficou pronto o Palácio do Bispo, na atual Praça Dom Adauto, o prédio franciscano foi ocupado pelo Diocesano Pio X e pelo Seminário, criados pelo bispo em seu intuito de fortalecer o catolicismo na Paraíba.

São essas as referências mais antigas do prédio, que pode se tornar um interessante hotel de forte apelo histórico na cidade, ainda mais quando se sabe da futura instalação do Museu Memorial Augusto dos Anjos.

Falo de um projeto, já com Ordem de Serviço assinada pelo governador Azevedo, visando a revitalização de duas casas vizinhas à Academia Paraibana de Letras, para, enfim, servir como Memorial à altura da importância do poeta paraibano Augusto dos Anjos.

Como se sabe, todo esse conjunto formado pela APL e pelo futuro Memorial ficam bem de frente para o velho prédio, próximo de se transformar em hotel. Tudo isso bem no começo de uma das duas mais antigas ruas da cidade, a Direita, hoje Duque de Caxias, paralela à Nova, hoje General Osório.

Ao lado do hotel fica o conjunto religioso católico considerado entre os de mais forte representatividade barroca do país, capitaneado pela Igreja de Santo Antônio, onde se destaca um formoso e amplo adro com azulejaria portuguesa.

Aliás, igrejas antigas não faltam ali por perto. As mais próximas, além da vizinha Santo Antônio, são a do Carmo e a de Santa Tereza D’Ávila, ambas no conjunto carmelita, a Catedral Basílica Nossa Senhora das Neves e a de Nossa Senhora de Montserrat, esta última, no conjunto beneditino.

Será mesmo um hotel de forte inspiração histórica e memorial. É só ajustar ideias que aproveitem tudo isso.
*Sérgio Botelho é jornalista e historiador