domingo, 15 de fevereiro de 2026

Américo Falcão

15, fevereiro, 2026

Sérgio Botelho – Antes que termine o mês de fevereiro, convém lembrar um brilhante poeta paraibano que viveu entre 1880 e 1942. Refiro-me a Américo Falcão, na verdade Américo Augusto de Sousa Falcão, nascido na Praia de Lucena, em 11 de fevereiro de 1880.

O site Paraíba Criativa, dirigido pelo professor André Piva, registra a contribuição do poeta para a mudança do nome da capital paraibana, de Parahyba para João Pessoa, de quem Falcão era amigo. Registra também a inspiração para o nome da filha, Marluce, em alusão ao Mar de Lucena.

Seu amor pela terra natal ganhou belo registro poético: “Hei de levar-te, um dia, à minha praia, / Minha formosa e cândida morena, / Para mostrar-te a vaga que desmaia, / Numa tarde de amor calma e serena… / Verás nuvens passar — fina cambraia, / Na minha aldeia plácida e pequena… / Então dirás à vaga que se espraia, / — Como é bonita a Praia de Lucena!” São versos do poema Promessa, um dos mais conhecidos de sua produção, no qual exalta a paisagem que o viu nascer.

Visto como poeta lírico de feição romântica, Américo Falcão deixou obra respeitável no campo da poesia. Entre os títulos publicados estão Auras Parahybanas, Praias, Náufragos, Visões de Outrora, Rosa de Alençon e Soluços de Realejo.

Foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e tornou-se patrono de cadeiras na Academia Paraibana de Poesia e na Academia Paraibana de Letras. Sua memória é preservada pelo Instituto Cultural Américo Falcão, oficialmente reconhecido como de utilidade pública desde 2014 e ativo nas redes sociais, com atuante perfil no Instagram.
Dirigido pelo cineasta Alex Xantos, o filme Américo-Falcão Peregrino narra a trajetória do poeta lucenense, também reverenciado em Santa Rita, município ao qual Lucena pertencia à época de seu nascimento. O nome do poeta batiza ainda uma escola em sua terra natal.

Sérgio Botelho é jornalista e escritor.
https://paraondeir.blog/americo-falcao/