Lamentável, melancólica e desastrosa a estreia do Brasil na Copa de 2026.
Nervosa, perdida, desorientada, a seleção brasileira mais parecia uma equipe de várzea jogando contra um time da capital.
Bolas pedidas em excesso, passes errados, criatividade zero, o time não tinha ligação entre meio-campo e ataque, e, no primeiro tempo, foi totalmente dominado pelo Marrocos, que fez 1 x 0 e só não ampliou a marcador porque não soube transformar em gols o domínio de jogo.
Até que, aos 32 minutos, Vinícius Júnior tocou para Bruno Guimarães, recebeu de volta, dentro da área e empatou, salvando aquele que seria um desastre maior para o Brasil numa estreia.
No segundo tempo, nossa seleção até melhorou, mas continuava padecendo dos mesmos males e o Marrocos nem parecia a mesma equipe. Morta, retraída, recuava em excesso, numa espécie de retranca burra e o jogo ficou mais sem graça do que já estava. As substituições de Ancelotti não surtiram efeito, embora tenha dado maior mobilidade ao ataque a entrada de Luiz Henrique e Matheus Cunha, que entraram no lugar de Igor Thiago e Paquetá. Houve, então, alguns bons lances, graças à habilidade de Luiz Henrique.
A melhor oportunidade surgiu aos 33 minutos, quando Vinícius Junior recebeu pela esquerda em contra-ataque e deixou Raphinha em ótima posição para finalizar, mas, infelizmente, este pegou muito mal na bola e tudo ficou como estava.
Vamos ser sinceros: nossa seleção é limitada; o elenco, idem, e tudo indica que voltaremos mais cedo para casa.
A desculpa de Ancelotti
Explicando o mal resultado (sim, foi um mal resultado!) o técnico da seleção afirmou que os jogadores estavam muito ansiosos, porque era a primeira Copa da maioria.
Ora, numa Copa, os atletas têm que estar preparados, técnica física, tática e emocionalmente.
Repito: melancólica e desastrosa estreia. Não dá para viver de sonhos, achando que ainda temos uma grande seleção. Nosso escrete não passou de um time medíocre e que, ao contrário do que chegam a dizer alguns comentaristas, não é favorito ao título.