No fim de 1961, no governo José Fernandes da Lima, a Paraíba atravessou uma das suas fases mais intensas de reorganização territorial. A pressão por autonomia local, a disputa por representação política e a expectativa de acesso direto a verbas e serviços empurraram distritos a buscar status de município. O movimento acabou redesenhando o mapa paraibano.
Nesse contexto, 22, 23 e 24 de dezembro de 1961 se destacam por concentrar a publicação e criação legal de um conjunto expressivo de municípios, conforme listagem da Assembleia Legislativa da Paraíba.
Em 22 de dezembro, segundo a referida lista, foram emancipados os municípios de Areial (Lei 2.606), Juru (Lei 2.656), Lagoa de Dentro (Lei 2.614), Puxinanã (Lei 2.611) e Triunfo (Lei 2.637). Em 23 de dezembro, foram criados Aguiar (Lei 2.669), Duas Estradas (Lei 2.658), Lucena (Lei 2.664), Nazarezinho (Lei 2.659), Nova Olinda (Lei 2.668), Olho d’Água (Lei 2.670), Paulista (Lei 2.666), Pitimbu (Lei 2.671), São José dos Cordeiros (Lei 2.662), São Miguel de Taipu (Lei 2.667) e Seridó (Lei 2.660).
Em 24 de dezembro, Belém do Brejo do Cruz (Lei 2.623), Boqueirão dos Cochos (Lei 2.681), Junco do Seridó (Lei 2.680), Passagem (Lei 2.679), Salgadinho (Lei 2.676), Santa Terezinha (Lei 2.677), Santana dos Garrotes (Lei 2.672), São José do Sabugi (Lei 2.682) e Várzea (Lei 2.683). No mesmo dezembro de 1961, antes e depois dos dias 22, 23 e 24, muitos outros municípios foram criados na Paraíba.
O saldo dessas emancipações foi amplo. No curto prazo, nasceram novas sedes administrativas, novos cargos e novas prioridades de investimento. No longo prazo, consolidaram-se identidades cívicas e redes políticas próprias, com ganhos e tensões típicos de processos desse tipo, como disputas por limites, arrecadação e capacidade de oferta de serviços.