Comecei a torcer pelo Flamengo quando eu tinha 8 anos de idade (1965). Naquele ano, vi uma capa da Revista do Esporte, semanal e famosa na época, em que aparecia o meio-campista Carlinhos (um dos melhores que o brasil já teve), num treino, fazendo pontos (o que depois passaram a chamar embaixadas).
A partir daí, o amor pela camisa rubro-negra só foi aumentando; acompanhou-me pela adolescência (fase de maior efervescência, entusiasmo e discussões com os colegas de sala), até chegar à fase adulta e, hoje, velhice (estou com 66!).
O amor transbordou e os filhos também me seguiram (não, não os forcei; nunca fui de forçar filho a me acompanhar em minhas escolhas ou convicções).
O Flamengo tem uma torcida fiel e onde atuar ela estará, lotando estádios, com energia e entusiasmo contagiantes.
Por que estou fazendo essa preleção? Porque vejo alguns reclamarem de que o rubro-negro carioca irá atuar em João Pessoa, no próximo domingo, com um time “alternativo” (que diabos significa “time alternativo”?). Pelo que noticia a imprensa, o Flamengo jogará com o time sub-20, porque o plantel principal está num torneio nos Estados Unidos.
E daí?
Flamengo é sempre Flamengo! É até bom ver esses pirralhos atuarem, com a força de vontade e a ânsia de crescer, que lhes é característica.
Estarei lá, sim, vestido com a camisa rubro-negra, uniforme belo e vesti-lo dá uma enorme satisfação.
Quem melhor definiu o Flamengo foi o jornalista Celso Garcia, numa sentença que jamais esquecerei:
“O Flamengo não é um clube; é uma Nação. Ser Flamengo é fazer a apologia do sol em pleno deserto de Saara”.
Vamos lá, torcida! Vamos lotar o Almeidão e delirar de paixão!
(Pelo que soube, os ingressos já estão quase esgotados).