sexta-feira, 8 de maio de 2026

Francisco Espínola: um homem simples e justo

7, maio, 2026

Sérgio Botelho* – No post de ontem falamos sobre o estabelecimento da justiça republicana na Paraíba. Seguindo o tema, nosso assunto de hoje é o desembargador Francisco Floriano da Nóbrega Espínola.
O mês corrente serve também como motivo. Primeiro, porque ele nasceu em maio, mais precisamente no dia 04 do ano de 1914, na cidade de Pombal. Depois, porque foi ele quem inaugurou, em 23 de maio de 1965, o Museu e Cripta de Epitácio Pessoa.

Na época do Museu, Chico Espínola, como afetivamente era conhecido, presidia o Tribunal de Justiça da Paraíba, onde foi construído o novo mausoléu do ex-presidente da República, Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa e de sua esposa Maria da Conceição Saião Pessoa.
O translado dos corpos, sepultados no Rio de Janeiro, se constituiu num tributo memorial marcante, em

João Pessoa, já que se está falando do único paraibano a exercer a Presidência da República, na história do Brasil.

Apesar de sertanejo, o desembargador Espínola criou-se em João Pessoa e formou-se no Recife. Então, percorreu comarcas do interior, até retornar à capital, quando foi nomeado desembargador.
Sua biografia, escrita pelo jornalista e escritor Evandro da Nóbrega, intitulada “Doutor Chico Espínola, um homem simples e justo”, não mostra o biografado como alguém distinguido por gestos espetaculares, mas pela serenidade, cultura jurídica, simplicidade pessoal e senso de justiça.

Notável professor de Direito Penal, na UFPB, seu nome é celebrado em espaços públicos, a exemplo da Penitenciária de Regime Especial Desembargador Francisco Espínola, em Mangabeira VIII, João Pessoa, e o Fórum Desembargador Francisco Espínola, em Rio Tinto. Também nomeia rua na capital paraibana.
Do seu casamento, por toda a vida, com Margarida Nair Espínola, nasceram os filhos João Espínola Neto, Paulo Fernando Espínola, Francisca Luiza Espínola Zenaide, Humberto Pedrosa Espínola, Silvino Pedrosa Espínola, José Mário Espínola, Ana Cândida Espínola e Francisco Espínola Júnior.

O desembargador Francisco Espínola faleceu aos 96 anos, em 23 de março de 2016.


*Sérgio Botelho é jornalista, escritor e memorialista.
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