Até a segunda metade do Século XIX, a historiografia paraibanxa era praticamente inexistente. A história particular da província era reduzida pela lente dos historiadores pernambucanos. Entre os primeiros pesquisadores da nossa própria história há um sertanejo nascido em Pocinhos, em 15 de dezembro de 1843, batizado Irineu Ceciliano Pereira da Costa.
Irineu era filho de fazendeiros com vida notadamente sertaneja e voltada para a criação de gado. Sua família descendia dos Oliveira Ledo, conquistadores do Sertão paraibano.
Tendo iniciado seus estudos com o Padre Rolim, em Cajazeiras, Joffily logo seguiu para a capital pernambucana onde cursou o Secundário e o Superior em Ciências Jurídicas e Sociais na tradicional Faculdade de Direito do Recife.
Segundo biografia publicada pela Academia Paraibana de Letras, da qual é patrono da Cadeira 18, Irineu Joffily, ainda estudante de Direito, publicou o jornal O Acadêmico Parahybano.
Nele escreveu minibiografias sobre revolucionários paraibanos que participaram da Revolução Pernambucana de 1817, portanto, já destacando a inserção de conterrâneos naquele importante evento da história do Nordeste e do Brasil.
Após assumir, em sequência, cargos de promotor e de juiz, dedicou-se à pesquisa histórica, com foco na Paraíba, aproveitando as excelentes condições financeiras dos pais.
Em 1868, elegeu-se deputado provincial pelo Partido Liberal, sendo reeleito por várias legislaturas. Em 1889 chegou a ser eleito deputado geral, deixando de tomar posse por conta da Proclamação da República e dissolução da Câmara.
Em 1888, fundou, em Campina Grande, o histórico jornal A Gazeta do Sertão, pregando o regime Republicano. Bem antes, em 1872, publicara o livro Notas Sobre a Paraíba. Já em 1894, o Synopsis das Sesmarias da Capitania da Parahyba. Ambos os livros são considerados obras seminais da historiografia paraibana.
Hoje, Irineu Joffily nomeia ruas em João Pessoa, em Campina Grande e em Patos. Importante lembrar sempre de figuras como Irineu Joffily, tão importantes para a nossa história.