Neste domingo, 21, por volta de 18hs20min, postei um ligeiro vídeo, apelidado de reel, no Instagram, lembrando, por meio do imóvel (construído exatamente para ser um educandário), ainda de pé e bem aparentado, o velho Colégio Lins de Vasconcelos, que marcou época naquele endereço.
Está sendo grande o sucesso da postagem, assim como outras que tenho feito também no Instagram. De tal forma que agora pela manhã já contava com mais de 13 mil visualizações, acima de 500 curtidas e dezenas de comentários (totalmente orgânicas, e contando). Aliás, no mesmo rumo da que fiz sobre a recuperação, pelo governo do Estado, do velho prédio do Colégio das Neves (+20 mil visualizações).
Certamente, o prestígio que tiveram, em seus tempos, essas duas instituições pagas de ensino, em João Pessoa, servem de lastro ao sucesso das lembranças naquela rede social tão importante. Sobre o colégio católico, já falei em crônica anterior. Também, há algum tempo, sobre o próprio Lins, que hoje torno a abordar para que não seja esquecido.
A Praça São Francisco ficava bem no meio entre o referido colégio e o Arquidiocesano Pio XII, de matriz católica. O Lins, apesar da celebração espírita, no nome, mantinha orientação laica.
O colégio tinha como diretores-proprietários o Professor Nery (de marcante tradição no ensino particular da cidade, mesmo antes do Lins) e sua esposa Dona Creuza, nomes em alta voga na sociedade pessoense de então. O professor Nery, apesar de severo, tinha mais queda para o diálogo. Dona Creuza se encarregava mais da disciplina, no que era auxiliada por Dona Maria, inesquecível bedel.
O Lins hoje existe no rol das saudades de outros tempos da cidade de João Pessoa, principalmente na memória de seus ex-alunos, permanecendo, dessa forma, vivo na história do ensino na Paraíba. E, entre as lembranças, suas notáveis participações nos Jogos Estudantis da cidade e do estado.
(Na foto, o prédio que abrigou o Lins de Vasconcelos e, depois, o Águia e o João Paulo II) https://paraondeir.blog/o-colegio-lins-de-vasconcelos/