Felipão não convocou Romário para a Copa do Mundo de 2002, na Coréia do Sul e no Japão. Apesar da enorme pressão popular, o treinador preferiu não levar o atacante, devido a questões de indisciplina e quebra de confiança: falta de coerência e compromisso com o grupo, no entendimento do técnico.
A verdade é que,a despeito dos lobbies e das gritarias (como está sendo feito, agora, com Neymar), conquistamos o pentacampeonato, mesmo sem o “baixinho”.
Em coletiva à imprensa, na época, Felipão afirmou que não levou Romário pelo simples fato de que o jogador não daria certo no esquema de jogo que ele houvera programado para a seleção.
Creio que o mesmo irá acontecer, agora, com Neymar.
Ancelotti votou a afirmar que só levará o atleta para a copa se ele estiver bem fisicamente. Mas acredito que a verdadeira razão não é essa.
O problema não é só físico. Neymar não está bem. Exemplifique-se com as partidas recentes dele. Excetuando-se aquela contra o Vasco, jogou mal em todas. No jogo contra o Corinthians, dia 15, por exemplo, foi uma lástima!
Caso volte à seleção, Neymar terá que jogar como meia avançado pelo centro, participando da marcação e se movimentando de uma intermediária a outra; e esse papel já é feito, exemplarmente, por Mateus Cunha: um jogador inteligente, bem preparado, técnica e fisicamente; além de ser, taticamente, um atleta bastante disciplinado.
Já faz muito tempo que Neymar atua centralizado, em pequeno espaço, recuando para receber a bola, ficando parado para tentar fazer uma jogada individual. Não poucas vezes, é desarmado ou derrubado.
Neymar tem que entender que não dá mais para fazer esse tipo de jogada e confiar no talento individual. O futebol, há tempos, mudou. E não basta talento; é preciso, também, intensidade, entrega, raça e sem o vício do corpo mole. Este já vimos muitas vezes o jogador fazer; pelo menos foi o que deixou transparecer em alguns jogos de copa.
Na verdade, Neymar não tem mais espaço na seleção brasileira; o tempo dele passou!