Acompanhei todo o Campeonato Brasileiro Junior de natação entre os dias 02 e 06 de junho, no parque aquático Júlio Delamare, no Rio de Janeiro. Ficou evidente que nesta categoria, fica cada vez mais difícil para os clubes do Norte e Nordeste e seus atletas, inclusive os de ponta.
É como se fosse uma barreira invisível, e várias questões impulsionam tal situação. A falta de estrutura dos clubes, barreiras psicológicas e questões culturais, expõe este fato, que é praticamente impossível nadar na ponta treinando nesta região.
Jamal Barroso, atualmente do Yacht da Bahia é uma exceção e um ponto fora da curva. Ouro nos 800m livre e brigando sempre nas cabeças nas provas de fundo, Jamal faz um excelente trabalho nos treinos, no lado psicológico, priorizando a natação na sua carreira.É na categoria Júnior que, quem quer ser realmente um nadador de ponta do Brasil, precisa entender que os treinos precisam ser superados e aumentados. Por isso, a barreira psicológica é tão importante neste momento, talvez maior do que a falta de estrutura dos clubes.
O ambiente cultural da Paraíba também não favorece, porque como não há profissionalização dos clubes, fica impossível competir no alto rendimento. Desta forma, com 11 anos de experiência na natação, afirmo que quem quiser ser um nadador de ponta do Brasil, precisa sair da Paraíba até os 16 anos (Juvenil II), indo para os maiores centros, com determinação e sabendo que as etapas precisam ser superadas a cada treino.
A evolução na natação exige muito treino e desgaste, por isso o lado psicológico tem que está vivo sempre, e o oba oba da Paraíba precisa ser cortado. Portanto, o teto é o juvenil II. Para toda a comunidade da natação refletir.
Giovana Campos
A nadadora Giovana Campos (Júnior II) terminou o brasileiro com três finais A, mas sem trazer medalhas desta vez. Mesmo assim, foi a atleta da Paraíba com melhor performance na competição. Conseguiu um quarto, um quinto e um sexto lugar.
Willian Rabay
O Willian Rabay foi o atleta da Paraíba com maior evolução, principalmente nas provas de fundo. Ele melhorou todos os seus tempos, e cravou o recorde paraibano nos 1500m livre.