Assim como eu (nasci em Piancó/PB), ela não é patoense (nasceu em Natal/RN), mas é considerada de lá. É árbitra FPF/CBF; FPFS/CBFFS e brilha. Não só no futebol paraibano, mas nacional. Não é à toa que foi selecionada para os mais importantes jogos do Campeonato Paraibano e muitos da Copa do Nordeste.
No único jogo a que assisti com a arbitragem dela, fiquei impressionado: tem bom posicionamento em campo, movimenta-se agilmente e bem; é firme, decidida, sem firulas; não fica se explicando para atletas; faz aquela cara fechada, toca o jogo e pronto!
Que moça para apitar bem!…
No jogo aludido, ela foi perfeita. Tudo bem, houve aquele lance do possível pênalti em favor do Botafogo, que dizem que ela não marcou, mas isso é outra história; não conheço árbitro que não erre, embora não esteja afirmando que ela errou. Da dificuldade de visão das cabines de imprensa do Almeidão até o famoso João Saldanha já reclamou. Falou que o Almeidão tem (e é verdade!) as piores cabines de imprensa do Brasil, porque, segundo ele, não há comentarista que consiga ver o jogo estando nelas. Portanto, no benefício da dúvida, fico com Ruthiana, que estava dentro de campo e ainda tinha dois auxiliares.
Pois é… Mas o “complexo de vira-lata” dos clubes paraibanos houve por bem requerer árbitro de fora para a final e que “tenha experiência” em trabalhar com o VAR. Quer apostar que, mesmo com árbitro de fora, qualquer dos times que perder o campeonato vai reclamar? E se for o Sousa, o implicante Aldeone vai passar até o ano que vem reclamando. Estão desconfiando da lisura dos árbitros paraibanos? Então chamem árbitro de fora para o campeonato todo, no ano que vem…
Só sei que Ruthiana está aí, brilhando na Copa do Nordeste; brilhou no Campeonato Paraibano e segue firme na promissora carreira. Viva a presença feminina nos apitos dos gramados!
E viva o sertão nordestino! No Campo, Ruthiana é, antes de tudo, uma forte.