Uma das figuras mais queridas do futebol brasileiro, por sua irreverência dentro e fora de campo, campeão mundial em 1970, Dario José dos Santos, o Dario, ou Dadá Maravilha, celebrou na terça-feira (4) o seu 79º aniversário.
Dario atuou pela Seleção Brasileira por 12 jogos e marcou dois gols, com oito vitórias, um empate e três derrotas pela Amarelinha. Além da Copa do Mundo no México, com o melhor time da história do futebol mundial, Dario ganhou pela Seleção a Taça Independência em 1972.
Conhecido também como “Peito de Aço”, Dario sempre foi muito requisitado para entrevistas. Frasista de raciocínio rápido, comparou-se várias vezes a um beija-flor, dizendo que só esse pássaro, um helicóptero e ele próprio eram capazes de parar no ar.
Dessa forma, enaltecia sua capacidade no cabeceio. Foi assim que marcou muitos gols na carreira, iniciada em 1966 no Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, cidade em que nasceu.
Certa vez, numa autocrítica feita com ironia, disse: “São duas coisas que eu não aprendi: jogar futebol e perder gol.” Esse seu jeito de ser cativou inúmeros fãs mundo afora e aumentou bastante a popularidade de Dario.
O clube pelo qual mais se destacou foi o Atlético-MG, onde marcou 211 gols em três passagens e conquistou o Brasileiro de 1971 e o Estaduais de 1970 e 1978.
Após a conquista do título nacional em 1971, Dario se transferiu para o Flamengo e levantou a taça do Campeonato Carioca de 1974. Esteve também no Sport, com o qual foi campeão do Pernambucano em 1975.
Na temporada seguinte o Internacional foi o seu destino e ele mais uma vez não decepcionou os torcedores. Ganhou o Gaúcho e acabou como um dos principais nomes do título brasileiro do Inter, ambos em 1976.
Depois de passar por Ponte Preta, Paysandu, Náutico e Santa Cruz, Dario voltou a ser campeão estadual em 1981 e 1982, então atuando com a camisa do Bahia.
Já na reta final de sua carreira, jogou por Goiás, América-MG, Nacional-AM, Rio Negro-AM, XV de Piracicaba e União de Rondonópolis. Dario coleciona a camisa de todos os clubes por que passou e de outras centenas de times.
Fonte – CBF