segunda-feira, 24 de agosto de 2026

24 de agosto de 1975: uma tragédia sem memorial físico e com punições tardias e restritas ao financeiro

24, agosto, 2026

Sérgio Botelho – Todos os anos, nesta data, para que não mergulhe no ocaso, cumprimos a dolorosa rotina de relembrar um dos acontecimentos mais trágicos da história de João Pessoa, ocorrido há 51 anos, no dia 24 de agosto de 1975, em plena ditadura.

Centenas de famílias foram ver uma exposição da Semana do Soldado, onde havia concorrido passeio de barco na lagoa do Parque Sólon de Lucena. A embarcação do passeio, uma portada, geralmente útil para travessia de rios em campanhas militares, era a grande atração.

Com capacidade estimada para 60 pessoas, no último passeio do dia o equipamento flutuante partiu com lotação bem acima disso. A poucos metros da borda, a água começou a cobrir a embarcação. Muitos correram para um dos lados, o barco pendeu e afundou rápido.

Não houve firmeza para evitar a superlotação, já que bastava simplesmente não dar seguimento ao passeio. No tétrico balanço geral, morreram 35 pessoas, crianças e adolescentes, na maioria, todos sem coletes salva vidas.
Bombeiros, policiais e banhistas mergulharam como podiam, e até como não deviam, pelo quesito segurança. Era o jeito. A imprensa registrou o esforço e a dor. Há relatos de repressão a repórteres.

Leia mais:
https://www.instagram.com/p/DcawOgtltKD/?utm_source=ig_web_copy_link&igsi=MzRlODBiNWFlZA==