Não dá mais para suportar esses clichês emanados ora por fanáticos, ora por interesseiros, em relação à “presença” de Neymar na Copa do Mundo de 2026:
“Se Neymar não for para a copa, o Brasil não será hexa”.
“Neymar tem que ir, porque é craque e pode decidir uma partida”.
Neymar foi a três copas e o Brasil não ganhou nenhuma. Jogador não ganha partida; muito menos copa; quem ganha é o conjunto. E por que ele não “decidiu” partidas? Ao contrário: na maioria delas, saiu machucado. Imaginem, então, se for agora, que está fora de forma.
A verdade é que Neymar hoje não é mais jogador de futebol; é “ex-atleta em atividade”. É um debochado, sem compromisso com a carreira profissional e tenta viver do que foi no passado.
Vejamos as participações do jogador nas copas:
Neymar estreou na Copa do Mundo em 2014, ano em que o torneio foi disputado no Brasil. Lesionou-se nas quartas de final contra a Colômbia. Foram cinco partidas e quatro gols marcados (dois contra a Croácia e dois contra Camarões).
Em 2018, na Copa da Rússia, voltou a ser destaque, mas não conseguiu evitar a eliminação para a Bélgica. Foram novamente cinco partidas; mas apenas dois gols marcados (um contra a Costa Rica e um contra o México).
Em 2022, Neymar sofreu uma entorse no tornozelo, logo na estreia da Copa do Mundo contra a Sérvia. Desfalcou o Brasil em dois jogos e voltou a campo nas oitavas de final, contra a Coreia do Sul, quando marcou seu primeiro gol no torneio.
Os números de Neymar em Copas:
Edições de que participou: 3 (2014, 2018 e 2022)
Jogos: 12
Vitórias: 8
Empates: 3
Derrota: 1
Gols: 7
Assistências: 3
O que define a carreira de Neymar hoje é o refrão (ou estribilho) de uma das mais belas canções que conheço: Balada nº 7, composta pelo excelente letrista Alberto Luís, lembrando a trajetória de Garrincha:
Cadê você, cadê você, você passou
O que era doce, o que não era se acabou
Cadê você, cadê você, você passou
No vídeo tape do sonho a história gravou.