As cinco expedições de conquista da Paraíba, da série 𝕵𝖔𝖆𝖔 𝕻𝖊𝖘𝖘𝖔𝖆 𝖊 𝖘𝖊𝖚𝖘 𝖋𝖚𝖓𝖉𝖆𝖒𝖊𝖓𝖙𝖔𝖘
28, março, 2026
Sérgio Botelho* – Definido o esforço total para a conquista da Paraíba, pela Coroa, após a região ser transformada em Capitania, a tarefa não foi fácil. Na verdade, foi um processo longo, marcado por cinco expedições, em meio a derrotas e mudanças de estratégia.
A primeira tentativa ocorreu em 1574, o ano mesmo da criação da Capitania. Sob o comando de Fernão da Silva, os portugueses avançaram pelo litoral, mas enfrentaram forte reação indígena e acabaram derrotados.
A segunda expedição, em 1575, liderada pelo governador geral Dom Luis de Brito, repetiu o insucesso. A resistência Potiguara, fortalecida pelo conhecimento do território e apoio dos franceses, impôs pesadas perdas.
A terceira investida, em 1579, foi confiada a Frutuoso Barbosa, fidalgo e comerciante, em troca do governo da Paraíba por 10 anos. Novamente sem êxito, mostrou que a conquista da Paraíba exigia mais do que força militar.
A quarta expedição, em 1582, novamente a cargo de Frutuoso Barbosa, também fracassou, reforçando a imagem de um território difícil e bem defendido. Na de 1579, ele perdeu a esposa, na de 1582, o filho. Foi apenas na quinta expedição, em 1585, que os portugueses conseguiram vitoriar. Sob a liderança de Martim Leitão, mas contando ainda com a participação de Frutuoso Barbosa, com direitos reais sobre a capitania, a estratégia mudou. Em vez de confronto direto, buscou-se dividir as forças indígenas. A aproximação com os Tabajaras, liderados por Braço de Peixe ou Piragibe, foi decisiva. O acordo de paz celebrado em 5 de agosto de 1585 deu início à instalação da capitania.