sexta-feira, 17 de abril de 2026

Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque

13, abril, 2026

Sérgio Botelho – Neste domingo, 12, em texto publicado pela manhã, falamos sobre o antigo Campo do Conselheiro Diogo Velho. Nesta segunda, 13, vamos falar sobre o homenageado, cujo nome completo era Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque, o Visconde de Cavalcanti.

Ele nasceu em 29 de novembro de 1829, em Pilar. Ao seu tempo, concluiu Direito, em 1852, na tradicional Faculdade de Direito do Recife, que até o ano anterior funcionava em Olinda.

Em sua trajetória política, vinculada ao Partido Conservador, no período imperial, exerceu, em nome da Paraíba, vários mandatos como deputado geral, cargo equivalente ao do atual deputado federal. Também foi senador.

No gabinete imperial atuou como Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, além de Ministro da Justiça, tendo sido ainda Ministro dos Negócios Estrangeiros. Também em nome do Império, foi presidente das províncias do Piauí, entre 1859 e 1860, do Ceará, de 1868 a 1869, e de Pernambuco, de 1870 a 1871.

Diogo Velho foi um dos três concessionários originais da Estrada de Ferro Conde d’Eu, na Paraíba, e participou da fase política e contratual do projeto. Depois, a concessão passou a uma firma inglesa criada para esse fim.
Diogo Velho faleceu em Juiz de Fora-MG, no ano de 1899, terra natal de sua esposa Amélia Machado. Depois do exílio da família imperial e do período vivido em Paris, Diogo Velho voltou ao Brasil já doente.
Hoje, além de patrono de uma das cadeiras da Academia Paraibana de Letras, Diogo Velho dá nome a movimentada rua de João Pessoa, que segue do Parque Solon de Lucena na direção de Jaguaribe.

Na condição de Visconde de Cavalcanti, ele nomeia ruas de Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Rita. Sua esposa, a Viscondessa de Cavalcanti, dá nome a uma rua em Juiz de Fora.


*Sérgio Botelho é jornalista e escritor
https://paraondeir.blog/diogo-velho-visconde/