Fundação da Academia Paraibana de Letras, a Casa de Coriolano de Medeiros
14, setembro, 2026
Sérgio Botelho – Não por acaso a Academia Paraibana de Letras é celebrada como a Casa de Coriolano de Medeiros. Foi ele quem, à frente de um grupo de intelectuais, liderou a criação da entidade no domingo 14 de setembro de 1941. O grupo era formado por Mathias Freire, Horácio de Almeida, Luiz Pinto, Rocha Barreto, Álvaro de Carvalho, Durwal Albuquerque, Veiga Júnior, Celso Mariz e Hortêncio Ribeiro (este representado por procuração), segundo o site da APL. Bem antes da fundação da Academia, em 1893, Coriolano, aos 18 anos, participou da criação do Centro Literário Paraibano. 11 anos depois, em 7 de setembro de 1905, foi a vez do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, a mais antiga instituição cultural em funcionamento na Paraíba.
Segundo o site da APL “em poucas palavras, Coriolano de Medeiros assumiu a direção dos trabalhos, disse da finalidade da reunião, e declarou que estava fundada a Academia Paraibana de Letras, destinada a ‘perpetuar as tradições literárias da Paraíba’”. Criada a entidade, por indicação do grupo, ele próprio assumiu a presidência.
A nova instituição começou com 11 cadeiras, evoluiu para 30, até chegar às 40 de hoje. A reunião fundadora aconteceu na diretoria da Biblioteca Pública (prédio que hoje tem a mesma serventia), na rua Nova, atual General Osório. Os dois prédios que servem de sede à APL foram adquiridos em momentos diferentes. Primeiro, o de nº 25, na rua Duque de Caxias; na mesma rua, em 1981, o então governador Tarcísio Burity comprou o de nº 37, parede e meia com o primeiro.
Em breve, a aquisição de prédios vizinhos, outra vez feita pelo governo estadual, vai permitir uma nova ampliação da APL, alcançando a rua Visconde de Pelotas. O espaço abrigará o Memorial Augusto dos Anjos. (Foto: O Jardim de Academos, da Academia Paraibana de Letras) *Sérgio Botelho é jornalista, escritor, memorialista e membro do IHGP. https://paraondeir.blog/academos/