É inegável a contribuição dos Palmeira e dos Trindade para o futebol paraibano. As duas famílias (mormente a primeira) legaram grandes jogadores, que brilharam, não só aqui, como em outros estados, e um dos maiores treinadores do futebol paraibano. A seguir, uma galeria que exemplifica essa presença marcante deles:
Os Palmeira
Comecemos pelo lendário Zéu Palmeira:
Quem o viu jogar garante que tinha um estilo elegante, mas bastante objetivo em busca do gol. Seus chutes, geralmente certeiros, infernizavam os adversários; seus dribles, idem. Raros são os centroavantes assim. Diz-se que, além da elegância no trato com a bola, executava “bicicletas” perfeitas. Seu nome: Zéu Palmeira: “presidente” eterno do Esporte Clube de Patos, nas décadas de 1950 e 1960; “dono” do time e autor de uma proeza ímpar na história do futebol: conciliou o cargo de deputado estadual com a posição já referida, no alvirrubro patoense.
Sim, verdade! Atuava na Assembleia legislativa da Paraíba e, concomitantemente, disputava partidas pelo seu time de coração, a quem dedicou uma vida. Jogou, ainda, pelo Treze e Náutico (PE).
Além de Zéu, os Palmeira legaram ao futebol paraibano outros craques: Beca; Tininho; Batuel; e o lendário goleiro Celimarcos, do Esporte de Patos, um dos maiores da Paraíba.
Os Trindade
Sem dúvida, a maior contribuição dos Trindade para o futebol foi o treinador Virgílio Trindade (meu irmão mais velho). Considerado como um dos maiores técnicos de futebol da Paraíba, eleito pela imprensa esportiva em 1978 como “técnico do ano”, fez história e era respeitado em toda a Paraíba. Seu nome está, umbilicalmente, ligado ao Nacional de Patos, onde foi técnico de 1966 a 1985 (com intervalos), tendo sido treinador do Treze, em 1975, ano em que o clube campinense foi o primeiro time paraibano a jogar no Campeonato Nacional (hoje, brasileirão). No tempo de Virgílio, o Nacional era temido, sendo considerado “a academia”.
Quanto a jogadores, os Trindade (nesse caso, filhos de Tia Júlia, irmã de papai; portanto, meus primos legítimos) tiveram como destaque: Catê (um dos maiores ponta-esquerdas do futebol paraibano, do Nacional); Jader e Jaime (Zamba); estes dois últimos do Esporte de Patos. Em tempo: Zéu Palmeira era primo legítimo de papai, pelo lado dos Monteiro. O nome do meu pai é José Trindade Monteiro