terça-feira, 29 de setembro de 2026

Rua Irineu Pinto

29, setembro, 2026

Sérgio Botelho – Nesta segunda-feira, 28, meu post memorial foi sobre uma antiga sócia-efetiva do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, a professora Analice Caldas, que virou nome de rua em João Pessoa. Hoje, falo de um outro sócio-efetivo do IHGP, com igual honraria.

No caso, trata-se de um dos fundadores da instituição, o historiador Irineu Pinto, autor de uma das obras seminais da historiografia paraibana, Datas e Notas para a História da Paraíba, referência para qualquer estudo que se faça da trajetória paraibana.

A rua Irineu Pinto, com o luxuoso auxílio de breve trecho que celebra o Padre Malagrida, liga a central Praça João Pessoa, que reúne as atividades do Legislativo e do Judiciário paraibanos, ao Varadouro, na parte baixa.

Segundo o fotógrafo, cineasta, teatrólogo e pesquisador Walfredo Rodriguez, em seu recorrente livro Roteiro Sentimental de uma Cidade, fonte obrigatória quando se trata da história urbana pessoense, a via já se chamou de Rua do Pau-Quebrado.

A partir de quando mudou de nome e passou a homenagear o historiador, não consegui localizar. O máximo que posso dizer é que em 1930 a rua já era citada como Irineu Pinto em matéria de A União. Mas pode ter vindo de antes, naturalmente.

Segundo biografia publicada no site da Academia Paraibana de Letras, onde é patrono da Cadeira 19, Irineu Ferreira Pinto nasceu na cidade da Parahyba, atual João Pessoa, a 07 de abril de 1881, onde faleceu em 27 de março de 1918, com 37 anos incompletos.

Embora não tenha concluído o curso superior, a seu tempo, a sua breve existência lhe permitiu fazer muito. Escreveu quinze livros e integrou instituições culturais no Brasil e no exterior, sendo agraciado com a Medalha de Ouro da Sociedade Histórica de Paris.

Uma glória da cultura paraibana foi Irineu Pinto.

(Foto: Rua Irineu Pinto, a partir da Escadaria Malagrida)

*Sérgio Botelho é jornalista, escritor, memorialista e sócio-efetivo do IHGP.