sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Três paraibanos executados em 21 de agosto de 1817

21, agosto, 2026

Sérgio Botelho – Normalmente chamada de Revolução Pernambucana, apesar de seu alcance para além dos limites de Pernambuco, a Revolução de 1817 é, também, um dos capítulos mais lembrados da história da Paraíba.
Particularmente, o dia 21 de agosto é de doloroso significado memorial para a Paraíba. Nesse dia, foram executados a mando da Coroa Portuguesa, três paraibanos: José Peregrino Xavier de Carvalho, Francisco José da Silveira e Amaro Gomes da Silva Coutinho.

A execução dos três, nesse referido dia, é relatada em uma das obras seminais da historiografia pernambucana, os Anais Pernambucanos (na internet), do historiador recifense Francisco Augusto Pereira da Costa (1851-1923).
Mas também pelo historiador paraibano, grande nome da fundação do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, Irineu Pinto, em sua obra, seminal entre nós, Datas e Notas para a História da Paraíba (também inteiramente à disposição na internet).

Outros dois paraibanos, Inácio Leopoldo de Albuquerque Maranhão e o padre Antônio Pereira de Albuquerque seriam executados em 6 de setembro. Os restos mortais dos paraibanos foram perversamente expostos na capital e em Pilar.
A cronologia resumida de 1817, para que o texto final tenha o tamanho do Instagram, é a seguinte: em 6 de março de 1817, rebenta, em Recife, o movimento emancipacionista; em 7 de março é constituído um governo provisório republicano e independente de Portugal, em Pernambuco.

Em 14 de março, conforme relata Irineu Pinto, a República foi proclamada na Paraíba: “O povo comunga do entusiasmo das mesmas forças que procissionalmente percorrem as ruas da capital”. Fitas brancas foram colocadas no braço direito.

No início de maio, a experiência revolucionária de 1817 foi derrotada na Paraíba. Em Pernambuco, dias depois, entre 19 e 20 de maio, consumou-se a retomada do Recife pelas forças da Coroa Portuguesa.

(Imagem: Quadro “José Peregrino, Revolução Pernambucana – 1817”, de Antônio Diogo da Silva Parreiras, no Museu da História da Paraíba, em João Pessoa).


*Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.
https://paraondeir.blog/em-1817/