Antes de mais nada, devo dizer que a intenção deste texto não é, de forma alguma, defender Virgínia Fonseca, pessoa de cujo nome nunca ouvira falar, salvo uma postagem que vi, incidentalmente, no Instagram, na qual ela beijava um macaco.
Sinto muito, mas não acho que o jornalismo foi afrontado com a presença dessa moça nas transmissões da Globo na Copa. E não acho que faça sentido todo esse barulho.
Essa invasão de não jornalistas em transmissões esportivas não é nova. Há anos, temos uma enxurrada de não jornalistas: ex-jogadores de futebol, ex-técnicos, etc. comentando: não só na Globo, como também em outras emissoras.
E tal invasão não se limita ao âmbito esportivo. Aqui na Paraíba mesmo temos um monte de não jornalistas (alguns metidos a engraçados) atuando inclusive em programas que se dizem jornalísticos; e são verdadeiros “ídolos”, até que ameacem o poderio dos donos das empresas. Alguns não têm sequer o Ensino Médio; muito menos diploma de jornalista.
Infelizmente, na atualidade qualquer sujeito com um microfone na mão ou na lapela se considera “analista” quando é só falso animador.
A influenciadora não vai analisar, técnica e taticamente, as partidas: vai dar um tom de “entretenimento” às transmissões; ou seja: não vai fazer jornalismo! Eu não concordo e nem gosto; mas acho que não há motivo para tanto alarde; mesmo porque de nada vai adiantar…
O direcionamento da comunicação e da informação já não pertence ao jornalismo e aos diplomados na área, faz muito tempo. O que cabe aos jornalistas profissionais, neste momento, é se esmerar, cada vez, mais no ofício e provar que o trabalho sério e qualificado é insubstituível e que o jornalismo não perdeu, na verdade, espaço para o espetáculo.
A SAF DO BOTAFOGO E O DESPREZO À TORCIDA
A SAF do Botafogo-PB está simplesmente ignorando a torcida e desprezando-a.
As coisas não são bem assim… Esse tipo de sociedade esportiva assim como tem direitos sobre o clube, também tem deveres para com o seu principal ativo: a torcida.
Os torcedores são o bem mais valioso de um clube; aqueles que impulsionam o time às conquistas, sofrem, vibram e vivem, intensamente, a paixão, numa conexão emocional; não pode ficar à mercê da relação comercial.
Existem muitas maneiras de incluir os torcedores nas decisões de um clube. A Premier League, por exemplo, exige que todos os clubes estabeleçam padrões mínimos de engajamento com os torcedores. Um desses mecanismos é o “Conselho Consultivo de Fãs”, no qual representantes da torcida mantêm diálogo constante com altos executivos dos clubes para discutir estratégias, prioridades, planos comerciais, operação dos estádios e questões patrimoniais.
Está na hora de a SAF do Botafogo-PB acordar!